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19 de janeiro de 2009

E porque há sempre tempo quando nos apetece


«Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...Que já têm a forma do nosso corpo ...E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares ...É o tempo da travessia ...E se não ousarmos fazê-la ...Teremos ficado ... para sempre ...À margem de nós mesmos»

17 de outubro de 2008

Nuvem escura

Não sei se será do aproximar do Inverno mas sinto uma nuvem escura bem por cima da minha cabeça.
Ando cansada, triste com o Mundo, ou melhor, com meio Mundo e revoltada com muita coisa.
Não é fácil...
Para piorar, a piquiaia desde que acorda até à porta da escola sempre a bombardear com a frase «não quero ir prá escola» e hoje torna a ficar a um cantinho de beiço traçado, com os olhos cheios de lágrimas como que a implorar «não me deixes aqui».
E como não ando bem, também não consigo reagir bem a este pequenos contratempos e fico com a garganta apertadinha, apertadinha!

16 de outubro de 2008


A vida nem sempre é aquilo que idealizámos.
Eu, não sou de idealizar muito, mas quando as coisas não acontecem de forma que eu goste, sou a primeira a dizer «mas não era nada disto que eu queria». Se repararem no tempo verbal, está escrito queria e no entanto eu não tinha idealizado nada.
Melhor, pensei que não tinha idealizado, porque afinal e apesar de não ter idealizado o que queria que acontecesse, pelo menos sei que não queria que as coisas acontecessem desta forma.
Por mais que não façamos grandes projectos, no fundo, bem lá no fundo, sabemos o que queremos para nós. E para isso, muitas vezes, é preciso aparecer uma contrariedade, algo que nos faça mudar o rumo, para encontarmos a nossa verdadeira vontade.
Não nos damos conta que diariamente com as nossas acções e também omissões contribuimos para o que não queremos e muitas das vezes quando damos conta disso, já é tarde demais.
Ou melhor, tarde demais nunca é.
Mas há quem não tenha sequer este tipo de pensamentos, se resguarde no seu egoísmo e nem se dê conta de que é contribuinte na acção.
E assim, nunca irá conseguir alterar nada porque acha que os outros é que deviam, os outros é que fizeram e por aí adiante.
Sou orgulhosa mas sei dar o braço a torcer, sei pedir desculpa e fazer as pazes rapidamente, quando tenho espaço para isso.
Sou daquelas que até pode ter razão mas vai lá e levanta a bandeira branca. (se calhar depois mando a «espetadela», mas vou)
E fico triste por ver pessoas que eu sei que não queriam nada daquilo para elas, refugiarem-se na solidão das palavras, não correrem atrás nem valorizarem aquilo que querem e continuarem infelizes.
E pior, acabam por arrastar os outros consigo. E toda uma panóplia de situações que se originam porque simplesmente não houve espaço nem vontade para diálogo.
Quando por vezes bastava um abraço, um sorriso nos olhos e um chega-te para cá!

10 de outubro de 2008

Hoje fiquei assim...

Porquê que «os outros» conseguem alterar o meu estado de espírito?
Hoje estou fula, enervada, irritada. E tudo por causa «dos outros».
Como já dizia o J.P.Sartre, «o inferno são os outros».
Raios partam «os outros»!

Como eu gostava de ser mais egoísta...mas hei-de lá chegar!

26 de setembro de 2008

O que melhor me sabe à sexta-feira....

É olhar para o despertador, apertar-lhe os botões e pensar «amanhã não tocas»

3 de setembro de 2008

Hipocrisia

A hipocrisia de alguns, por vezes até me causa arrepios!
Mas haverá necessidade de «lamber o cú» (desculpem a má-criação) pela frente e falar mal por trás?
Não será mais fácil ser-se coerente connosco mesmos e lamber quem gostamos e ignorar quem não gostamos tanto?

Eu tento ser assim, mas cada vez e infelizmente me vou dando conta que muito boa gente pensa exactamente ao contrário de mim.

Vou-me contentando com a célebre frase de que «quem diz mal de nós pelas costas respeita-nos a frente» e que se o fazem é por inveja!
Mas que me dá arrepios, dá!

A vida tal qual ela é!

Infelizmente senti há dias a perda de uma pessoa de quem gosto muito e que marcou a minha infância e forma de encarar o outro.
Fez-me pensar novamente na vontade que sinto, por vezes, de voltar a ser criança e não saber o que sei hoje.

Aprendi na escola primária que os seres vivos, nascem, crescem, reproduzem-se e morrem.
E é mesmo assim, exactamente assim (alguns não reproduzem, está bem!).

Encaro muito mal a morte, mas a natureza não perdoa e fez-me relembrar os ensinamentos da primária quando alegre repetia a frase e inocentemente não pensava no sentimento.

25 de julho de 2008

Optimista, eu?

Ainda a propósito do post anterior, dou por mim a pensar variadíssimas vezes que sou uma pessoa optimista.
Mas como pode uma pessoa de ansiedade quase extrema ser optimista?
Confuso não é?
Para mim não, porque eu sou mesmo assim.

Sofro por antecipação...Ainda me lembro, nas épocas de exames na faculdade, quando nada passava pela minha garganta e quase tudo o que passava, não fosse eu distrair-me imediatamente com outra coisa, logo rumava « Rio Douro abaixo».
Depois, quando entrava na sala de exame, passava, mas até aí, não havia camisola que resistisse a tanta transpiração transbordada.

Quando o exame acabava: «Correu-me bem», era a frase de ordem do dia. (mesmo às vezes quando não corria e chumbava :-)).

Como neste exemplo prático, acho que sou assim em quase tudo na minha vida.
Sofro, sofro, sofro, mas acredito sempre num final feliz!

:-) :-)

16 de julho de 2008

Para ti

Hoje é um dia especial.
Mas, eu não me sinto nada especial.

Foi há 17 anos. Eu, na minha inocência de menina, experimentava a sensação de ter um namorado por umas 2 semanas, até que o tal voltasse de férias.
E tu, talvez porque me achavas gira, porque tinha dado uns beijitos a um amigo teu e não podias ficar atrás, agarraste-me quando já ia para casa, às 22.45, e deste-me um beijo, tão esquisito que, se fechar os olhos, ainda hoje consigo sentir a mesma sensação.

Hoje não me darás o tal beijo.
Hoje a «ausência» tomará conta de nós.