25 de maio de 2009

Agora é que levo mesmo com o rótulo de lamechas!


Se há algo que me comove e consegue alhear de tudo à volta, é ver um casal de velhinhos de mão dada pela rua.
Digo sempre para mim mesma enquanto solto um suspiro, «quem me dera chegar à idade deles e andar assim...».
É bonito de se ver, é sinal de doçura, amizade, amor, mas mais que isso, é sinal que depois de tantos anos juntos ainda gostam de observar as coisas lado a lado e têm motivo de conversa.
E eu invejo-os!

*foto retirada daqui

E porque hoje é segunda-feira

Vou ali num instantinho fazer o euromilhões.

22 de maio de 2009

O fenómeno telemóvel

Eu era daquelas que dizia que nuca iria ter um telemóvel. Resisti durante o período inicial, mas depois tornou-se parte integrante da minha vida. Consigo perfeitamente viver sem ele, mas por vezes dou por mim a pensar que se pessoa e tal não tem telemóvel ou está desligado, então como a vou encontrar.
Ridícula...
A minha querida mãe que já vai nos 70's não consegue viver sem ele. Toca um na televisão e ela diz logo «olha o telemóvel, é o meu, é o teu?». Não sai de casa sem ele. Nunca, e caso aconteça, entra em pânico, volta atrás para o buscar. Vai dar um passeio na praia e lá vai ela com o telemóvel. Deixava-o ligado de noite pois dizia «que alguém podia precisar ligar a meio da noite». «Mas mãezinha, tens o fixo». «Ah pois e tal mas alguém pode precisar de alguma coisa». Até que teve mesmo que o passar a desligar depois de por umas 2 ou 3 vezes ele tocar, mas por engano. «Viveste mais de 2/3 da tua vida sem telemóvel e agora nunca passas sem ele?» ,pergunto-lhe eu por vezes.
Passei toda a minha adolescência sem o dito e encontrava-me na mesma com os meus amigos. Tocávamos na casa uns dos outros, assobiávamos à janela, passávamos no tal sítio à hora x e estava lá sempre alguém, ou então esperávamos mais um bocadito que alguém havia de aparecer. Nunca nos fez falta o telemóvel e agora não passamos sem ele.
Já dizia o Karl Marx que a necessidade surge do conhecimento da mesma.
Não há puto que não tenha telemóvel, logo na primária, os paizinhos dizem que é para falarem com eles quando quiserem ou precisarem...wrong, entranhou, já ninguém consegue idealizar a vida sem o dito, salvo raras excepções claro.
E quando os fenómenos entranham, ninguém os questiona ou põe em causa, vai-se na onda, compram-se os topos de gama com não sei quantos pixels a câmara, com toques de música do momento, versão laptop e todas essas paneleirices que já não conseguem passar sem. E depois se fulanito não tem telemóvel fica-se muito pasmado e faz-se cara torta como se fosse a maior aberração do mundo.
Daqui a uns bons anos vão-se fazer estudos, escrever artigos e tentar retirar explicações sociológicas sobre este assunto, mas quando isso acontecer já nenhum de nós cá estará para assistir.
Ou então não, andarão todos com um telemóvel fixo à orelha, sem hipótese de rejeitar chamadas, coisa que hoje ainda é possível.

Nada disto teria acontecido

Se já me tivessem vindo raptar...
Obrigadinha, com amigos assim não preciso de inimigos!

Estou a destilar veneno por todos os poros

Que raiva!
Estava aqui descansadíssima da vida a escrever um textosito sobre telemóveis e cai-me esta merda em cima.
Gente mentirosa e que ainda arrasta os outros nas suas próprias mentiras. Aproveitam-se é o que é!
E fica aqui o corpinho de sereia todo a tremelicar e a transpirar, sem necessidade nenhuma.
Foda-se, caralho, puta que pariu, só me apetece desaparecer.
Amanhem-se, que eu realmente sou boazinha demais!

(peço desculpa pelas asneiras mas não encontro palavras bonitas para descrever tamanha sacanice que me acabam de fazer)

Agradeço, pago resgate e ainda dou um beijnho

Por favor, alguém que me venha raptar.
Please, please, pago bom resgate, tem é de ser já!

20 de maio de 2009

Como é bom ser-se criança e acreditar que podemos enganar os outros...

- Que comeste hoje na escola?
- Panados de coca-cola
- Oh, panados de coca-cola?
- Sério mãe (com um ar convencidíssimo de quem me queria convencer a mim também)
- Mas...isso existe?
- Sério mãe, hoje na escola almocei panados de coca-cola!

19 de maio de 2009

Já só sonho com isto


Acordo a pensar nas férias, passo o dia a pensar nas férias, pesquiso na internet locais a visitar, vejo n vezes ao dia fotos do lugar, deito-me a pensar nas férias, sonho com as férias...ainda falta muito para as férias?
(acho que nunca conheci ninguém que gostasse tanto de trabalhar como eu. Venham as férias, que eu não gosto nada, de estar de papo para o ar, apanhar sol, dar mergulhos, beber cervejinha fresquinha numa qualquer esplanada, nã, não gosto nada disso, o que eu gosto mesmo é de trabalhar!)

Professores

Tive-os de muita espécie, ao longo de 18 anos na minha vida (hei lá, mais de metade, ufa!), uns muito bons, espécie rara é certo e outros «deus me livre», que gentinha!
Mas nunca nenhum deles me falou, ou sequer insinuou o que uma professora, quase de certeza maluquinha e que devia era estar internada num qualquer hospital psiquiátrico, resolveu dizer aos seus alunos numa terrinha deste nosso portugal.
Hoje de manhã ouvi na rádio alguns excertos da conversa que uma aluna conseguiu gravar (facto que também irá merecer o meu comentário posteriormente), e dei por mim de boca aberta aparvalhada.
«Quem já não teve as cuecas molhadas», «estudei muito mais que a tua mãe» e enumera ali os anos todos de estudo, 2 aqui mais 2 ali, ameaça que lhes vai dar más notas nos testes...que é isto? Uma pessoa, um professor?
Pessoas assim ainda admito que possam existir, embora não tenha vontadinha nenhuma de me cruzar com elas na rua, mas professores? Professores? Não deveriam ser eles a transmitir conhecimentos, válidos, verdadeiros e exemplares?
O que julga esta pseudo professora que os alunos vão comentar quando sairem das suas aulas? Que ela é louca de certeza, só pode!
Sempre defendi que para se ser professor não basta fazer o curso x ou o curso y, é estritamente necessário uma prova de vocação. É preciso haver vontade de ensinar mas não só, carisma, liderança e tantas outras capacidades mentais que haviam de ser obrigatórias a qualquer professor, fosse qual fosse a disciplina.
Porque assim, qualquer burro que estude ou marre muito e tenha a sorte de entrar nos mini concursos, vai tentar deseducar daquilo que pais responsáveis e verdadeiros educadores tentam fazer em casa.
Não peço muito, só uma provasinha de vocação...mesmo antes de se dedicarem a formar num curso para o qual não deveriam sequer entrar.

15 de maio de 2009

Só faltava mais esta...

Agora quando passa espreita para o meu ecrã do computador!
Acho que vou ter mesmo que ser malcriada.
Mas como hoje é sexta feira mais vale desprezar e pensar no manjar que me espera!
Porque se fosse segunda, não sei não!
Um dia destes não me seguro!

Para ouvir bem alto



Sempre que ouço esta música arrepiam-se-me os pelinhos todos!

14 de maio de 2009

Estive à conversa com a D. Fátima

Ontem nem escrevi nada porque apareceu-me a D. Fátima.
Estivemos na conversa quase todo o dia e depois lá foi ela, na sua nuvem voando, porque já se fazia tarde!

Até eu fico chéché

Isto de se ter um chefe com 70 anos.
Sem ofensa para ninguém, acho que realmente a partir de certa idade há tantas coisas boas e diferentes do trabalhar diariamente e com horário a cumprir, que sinceramente não entendo.
O próprio raciocínio já não é o mesmo, há mais confusão mental....é tempo de descanso e de lazer meu senhor, aproveite!
Deixe o trabalho para os novos, porque se eu estivesse no seu lugar (espero não estar já a partir dos 50, no máximo) ia aproveitar concerteza para fazer coisinhas mais interessantes, como viajar, ler, ver filmes, passear, sornar, sei lá, tantas coisas boas para ver e fazer!
...
E ele aqui enfiado a azucrinar-me a paciência e a vistinha!
Arre!

12 de maio de 2009

++++

Ando tão, tão lamechas, e o texto de ontem é mais uma prova disso, que desconfio daqui a nada estou a ouvir Tony Carreira.

11 de maio de 2009

Texto dedicado à minha mais nova

As crianças portam-se mal.

Quando souberes ler e descobrires aqui o cantinho, provavelmente também já terás idade e entendimento para perceber o que aqui vou escrever.

Porque o meu amor por ti cresce a cada dia que passa e tenho medo de ficar como aqueles pais que acham que os filhos são uns santos e que os outros é que os desencaminham, corrijam-me se estiver errada!
Como gosto de dizer, és uma danadinha, muito teimosa, gosto por ser do contra e já algo independente (apesar ainda muito dependente da pépé e da fralda).
Quando te quero dissuadir de alguma ideia e porque já sei de antemão que o caminho da negação não nos levará a lugar algum, tento distrair-te com algo diferente, e tu, esperta, por mais interesse que possas vir a ter nesse assunto, nesse momento negas. E negas bem filha, porque na vida, não devemos distrair-nos com outros «floreados» quando sabemos exactamente aquilo que queremos para nós.

Não gosto que digam que és má (sei que não o fazem com má intenção, mas não gosto e pronto, estou no meu direito) porque és uma menina doce, meiga e amiga, só que realmente quem não convive contigo diariamente e assiste a algumas das tuas peripécias de teimosice deve achar que és uma peste indomável. Se te «picam» viras onça, mas sei que hás-de aprender, um dia, a ignorar as vozes da contrariedade. Agora és menina e tudo é levado muito a peito.
Acredito que muito dificilmente serás humilhada e com isso fico feliz, pois mesmo que o tentem, a tua forte personalidade não te deixará afundar.

Só não quero que sejas violenta, nem reajas com ela, as palavras se bem aplicadas são a nossa melhor arma. Tenta agir em primeiro lugar, dá o exemplo, coisa que já sabes fazer tão bem, embora por vezes não o faças pelos melhores motivos. Mas prometo que te vou ajudar, sempre.

Continua a exigir de nós cada vez mais, o desafio é bom, por vezes extenuante, mas se assim não fosse também não teria piadinha nenhuma.
Porque as crianças portam-se mal e isso, para mim, é muito bom sinal, de que não aceitam tudo quanto lhes é oferecido, de que duvidam, de que põem em causa e porque tudo é novo, excitante e para viver.

Nós vamos tentando colocar-te alguns travões, ensinando-te a calma e a virtude da espera.
No fundo, tentamos domar-te, mas ficamo-nos pela tentativa e pelo exemplo que diariamente temos que transmitir.
Tu, serás sempre tu.
E prometo que tentarei nunca te cortar as asas.

Porque as crianças portam-se mal e é assim mesmo que eu acho que se devem portar.

(Ainda me vou arrepender do que aqui estou a escrever. Mas isso será só em algum momento. Porque no essencial é assim mesmo que penso.)

6 de maio de 2009

A lenga-lenga do costume

É que tanto faz ser em Portugal como em Espanha, é sempre a mesma treta.
Vale a pena ler, pelo assunto, e porque ela escreve tão bem!

Fiquei sem unhas*

Seminário técnico sobre oposto para o qual fui formada, com muito H2SO4 e NO3 à mistura, duração de 4 horas e apresentado em inglês com sotaque alemão.
Deu em quê?*

5 de maio de 2009

Uma pequenina homenagem


Como eu gostava, e sabia bem o horário a que passavam o Tom e Jerry, o Bip Bip e tantos outros.
Até sempre!

(esta vida realmente, não é fácil!)

4 de maio de 2009

O tanto que eles têm que aprender

Considerações acerca da necessidade urgente de os homens aprenderem de uma vez por todas aquilo que uma mulher gosta.

Não sou uma expert das relações nem tenho a mania que sou, mas há coisas que julgo encontrar de comum entre as nossas vontades, para as quais vocês têm muito pouca sensibilidade, para não dizer nula.

. Quando nos queixamos que estamos em depressão matinal, só queremos um chega para cá, um «então e porquê» mata tudo, só precisamos mesmo é de um bom abraço e que nos digam que somos e estamos lindas.
. Se nos queixamos que engordamos, nunca, mas nunca concordem connosco. Se o acharem mesmo, atirem com um «esse rabinho está mais rechonchudinho, mas eu gosto».
. Caso não gostem do que trazemos vestido, não o digam de caras, acrescentem apenas «estás gira, mas aquele vestido que te ofereci fica-te bem melhor», que nós percebemos logo e nunca mais usamos essa roupa.(pelo menos quando sairmos convosco)
. Se não quiserem assistir ao mesmo programa de televisão que nós, não tentem convencer-nos a assistir ao «domingo desportivo» porque isso nunca conseguirão. Façam-nos uma boa massagem, deixem-nos na banheira a relaxar e voltem ao sofá. Acreditem que num instantinho esquecemos o que queríamos ver e no dia seguinte quem vos surpreenderá somos nós!
. Não vos apetece ir aquele restaurante que nós tanto queremos, façam-nos a vontade. Para a próxima lembrar-nos-e-mos de atitude tão nobre e seremos as primeiras a dizer «hoje escolhes tu».
. Querem ficar no sofá a curtir o sentoku e lá andamos nós a rabujar porque há isto ou aquilo para arrumar, os filhos para deitar e a roupa para estender. Levantem-se imediatamente, não perguntem se queremos ajuda porque isso enfurece qualquer alminha sã, mas sim, comecem a fazer algo, nem que seja a engonhar, que passados uns minutos vão ouvir da nossa boca «és um querido, vai lá ver o teu programinha que já te apareço com aquela camisa rendada que tanto gostas».
. Apetece-vos sair com os amigos e sugerem que nós o façamos, na expectativa claro de que digamos que estamos cansadas, resulta em fúria na certa.
Mais uma vez, uma boa massagem, uma provocação do género «vou para o engate» e uma rosinha na almofada à chegada, chegam perfeitamente para que na manhã seguinte o curtir da ressaca sozinhos seja ponto assente.
. Querem, querem mesmo, mas já perceberam que hoje não é dia. Limitem-se a entranhar a ideia ou mais uma vez, pode ser que a massagem (mas desta vez, bem prolongada) surta algum efeito. Muito creme, cócegas e umas chupadelas no dedão podem ajudar.
. Caso nos vejam mal-dispostas não perguntem como nos correu o dia. Preparem antes um programinha alternativo e bem romântico, nós gostamos.
. Se são daquele tipo dorminhoco-pedra e têm filhos, nunca perguntem pela manhã com o ar mais natural do mundo «então ele/a acordou muitas vezes?». É que levam logo na cabeça com o que estiver mais à mão, com uma tromba descomunal e uma mulher quase em explosão de raiva por todos os poros. Estejam caladinhos e de preferência, na noite seguinte durmam com o intercomunicador bem colado ao ouvido.
. Sonham com aquela loucura? Sejam ousados e proponham.

E muito mais haveria a acrescentar, mas também não quero fazer passar a ideia da lista do supermercado.
Já cá têm algumas dicas para ler e aplicar.
Vão vocês dizer, «que ser mais ambíguo e difícil de entender e satisfazer».
Mas afinal não é preciso muito. Romantismo, sensatez e fazerem-nos as vontadinhas todas, são o bastante.

30 de abril de 2009

Esta gente anda louca, mesmo!

Clube das virgens, ou será melhor dizer, clube das encalhadas ou clube das lésbicas não assumidas?
E aprender a escrever um bocadinho melhor, não?

O meu tipo de homem

Pois após algumas conversas e algumas constatações por parte de outros, eu própria, e depois de ter gasto, vá lá, aì uma hora a pensar no assunto, não consigo definir qual o meu «tipo de homem».
E enquanto vou escrevendo isto, e as ideias vão surgindo, a incógnita quanto à resposta é cada vez maior.
Outro dia, dizia um amigo meu, «tu gostas é de homens com ar sério» (baseado talvez no facto de eu dizer que acho giro o scofield, pois diz o meu amigo que nunca viu o gajo a rir-se!) enquanto o meu-mais-que-tudo atirava «ela gosta daqueles com cabelinho à foda-se» (e aqui percebe-se bem a boca foleira, mas adiante!).
Não gosto deles muito altos, é certo, sinto-me pequenina, pigmeu, mas isso acho que nenhuma mulher da minha altura gosta, por mais queridinha-indefesa-coitadinha que seja, apesar de que há gostos para tudo, e quem sou eu para generalizar.
Carecas também não. Eles que me desculpem mas se é careca, amigo, perde logo interesse.
Morenos de revista, de olhão verde, todo musculado, podem também ficar com todos.
Loirinhos bonitinhos, já me chegou o João Pedro do tempo do colégio, o meu primeiro namoro precoce, tinha eu 4 anos e que durou até aos 7 quando mudamos de escola. Recordando...já nessa altura me lembro de fazer 7 anos e convidar os novos amiguinhos e eles se sentirem deslocados porque eu só queria brincar com o Joãozinho (xi, que tótó que eu era! mas também não me lembro de brincadeiras de namorados, andávamos de bicicleta, brincávamos na rua, eu achava-o giro e córavamos sempre que nos encontrávamos).
Grande tara que eu tinha e desgosto devo ter apanhado, pois após o Joãozinho, nunca mais gostei de loiros. Minto, lembrei agora uma paixão fugaz, mas que também durou muito pouco.
Gordinhos, são muito lindos e simpáticos como amigos.
(Eu sei querido que a balança te tem assustado nos últimos tempos, mas para mim serás sempre magrinho, tal como te conheci. Tens umas pernocas e rabo lindos. Toca a andar mais a pé, a fazer uns abdominaisitos e a não ser tão adepto do sentoku, que num instantinho chegas lá outra vez.)
Porcos, ou assim digamos, com ar aporcalhado, cabelo oleoso e tais, podeis ter um ar muito interessante mas se chego mais perto e me apercebo disso, rrrrr, perdeis logo todo o interesse inicial que possais ter provocado.
Outra tara, são os óculos. É muito, mesmo muito dificil, para não dizer quase impossível, sentir algum tipo de atracção por um homem com óculos. Não me perguntem porquê porque também não sei!
Brincos e bonés, nojo!
Metrossexuais afeminados, com depilação marcada e ginásio diário, têm lá as meninas do ginásio e façam bom proveito, sempre dá para ter um motivo de conversa.
E realmente, risco, risco, risco e definições, nada.
Gosto principalmente de um olhar maroto. De homens gentis, humildes e com sentido de humor. Mas também não acho piada nenhuma aqueles que se riem muito, prefiro os caladinhos.
Definir um tipo, não consigo.
Magros, sérios e de olhar maroto é só o que posso encontrar de ponto comum naqueles para quem volto a olhar segunda vez.
Mas é difícil isso acontecer, confesso até, que hoje em dia é muito mais fácil encontrar mulheres interessantes do que homens.
E tenho dito (tal como o vizinho saquinhas tanto gosta de dizer).

(acho que quando ele ler isto vou levar com a colher de pau)

29 de abril de 2009

Diz no Publico de hoje

«Vem aí uma pandemia de gripe»
Mas é da suína ou da outra?

E já que estamos numa de desabafos

Convido o Dr. Eduardo Sá a vir passar uns dias cá a casa.
Comidinha da melhor, cama e roupa lavadinhas também se arranjam, e principalmente, o melhor caso de estudo a que alguma vez possa ter acesso.
Se estiver interessado é só mandar mailsinho a fazer a marcação.

Ai que inveja!


Como eu gostava de ser como a mãe do Ruca.
Sério, mesmo. Nunca berra, está sempre pronta para a brincadeira e não se chateia nada que o fofinho entorne a caneca da água, parta os ovos, espalhe a comida pela casa...asneiras, nã! São acidentes.
E o ruquinha tão lindo, sempre pronto a ajudar, nunca faz birras nem esperneia nem responde torto.
Porque é que a minha casa não é como a do Ruca?

Nunca é demais recordar



Acompanharam a minha pré adolescência e marcaram a dita, nas maluqueiras das festas na garagem, nos primeiros slows e «bate o pé». E acho que me acompanharão para sempre, no gosto, no sorriso e nas letras que se soltam lá bem do cantinho e saem fluentemente na voz, sempre que os ouço.

24 de abril de 2009

Síndrome de fim de semana

À sexta-feira sinto-me sempre assim, como que em estágio para o fim de semana, vou adiando aquele assunto, aquele telefonema, aquela contagem, aquele e-mail...e de repente já são quase horas do toque para a saída (sim, porque aqui é como nas fábricas) e eu não fiz nada, ou melhor, quase nada, ou melhor ainda, fingi que fiz um bocadinho mas não fiz literalmente nada.
Matei saudades da blogoesfera e ardem-me os olhos de tanto olhar para o computador. Isto para não falar no rabo que além de quente e quadrado já está cansado de tanto descansar.
Bom fim de semana, já falta pouco!

3 de abril de 2009

Ele não merecia isto...


A 26 de Janeiro enviou-me um e-mail cheio de coragem e vontade de viver, onde escrevia no final .
«...Quando esta “Volta” chegar ao fim, certamente contarei mais pormenores, e com a vontade que ando, vou dizer-vos bem alto: Vou Vencer !»
Das pessoas mais simpáticas, amigas, trabalhadoras e bem dispostas que alguma vez poderei conhecer.
E ontem, partiu...

Só tenho vontade de amarrar a cara e ficar triste, mas sei que não é nada disso que ele quer. Por isso meu amigo, vou festejar a vida e lembrar-me de ti e da tua força, sempre, e principalmente quando estiver a perder tempo com futilidades e entraves.

E quero acreditar que vais a caminho de algo muito melhor do que o sofrimento dos últimos tempos!
Boa viagem...

30 de março de 2009

À segunda-feira fico assim!


Detesto, odeio, abomino.
É o despertador, o mau estar corporal, a consciência de que ainda falta a terça, a quarta, a quinta e a sexta, as birras da miúda a triplicar (sim, porque também ela detesta a 2ª), a má disposição entre as partes...enfim, meu rico fim de semana, chega depressa.
E as férias, ainda demoram muito? Para essas quase me apetece fazer um daqueles calendariosinhos onde se vão riscando os dias!

27 de março de 2009

Fantasmas

Esta noite sonhei que a tínhamos encontrado numa saída nocturna.
Chegamos a um bar, subimos umas escadas muito estreitinhas e ela lá estava bem no cimo, sozinha. Pequenina, loira, de óculos, um generoso decote e lábios pintados de vermelho. Cumprimentaste-a mas eu não, limitei-me a encostar-me ao teu braço e a ali ficar enquanto trocavam umas palavras. Olhamo-nos nos olhos e ela desceu as escadas. Disseste-me então que teria ficado triste e foste atrás dela. Logo de seguida (não sei quanto tempo demoraste) estávamos só os dois, no mesmo sítio e bebíamos de um copo, segurado entre as mãos, ríamos e falávamos, não me lembro de quê. E o bar era só aquilo, aquele quadradinho no cimo das escadas, donde não me lembro de mais ninguém, só de barulho de vozes e música de fundo. Passado muito tempo, já com a sensação de que estávamos a vir embora, ela volta a aparecer, sorri para mim e foi então que acordei.

Hoje está a custar muito...


Será impressão de recém-chegada a não fumadora ou toda a gente há minha volta fuma, menos eu?
É que realmente é com essa impressão que ando...só vejo gente a fumar, seja a andar na rua, sentados ao volante dos carros, parados à porta dos prédios e cafés, enfim, em todo o lado vejo uma mão a segurar um cigarro.
E eu hoje estou com uma vontade de acender um....
Fico-me, para já, pelo inspirar intenso, sempre que lhe sinto o cheiro.

7 de março de 2009

Home sweet Home

Isto de se estar enfiada em casa tem muito que se lhe diga. Ora aproveitamos para pôr a televisão em dia, que diga-se de passagem além do cravo e da rosa pouco mais tem que se aproveite (anteontem fiquei de boca aberta, a sério mesmo, não estou a exagerar, com as criaturinhas que habitavam as tardes da Júlia. Até tive que me beliscar pois pensei que era mais um dos meus sonhos milaborantes).Depois há a internet que me rouba aí uma horita porque também não ando com muita paciência. As descompusturas à empregada, que se aproveita (ou melhor tenta aproveitar porque mal abandone esta minha estadia à frente do quartel general tudo voltará a ser como dantes) para pôr na linha - em 2 anos o candeeeiro da cozinha nunca tinha sido limpo porque simplesmente «nunca me deu para isso». As arrumações e promessas de que para a semana é que é! Os livros, os imensos livros que habitam as prateleiras, que me chamam mas que eu finjo não ouvir, porque não sei se já disse mas acho que sim, ando sem paciência. O lavar de roupa suja. O descanso merecido, acompanhado de sonhos e pesadelos de quinta dimensão, que é coisa que mais espécie me faz, porque são ás dezenas e seguidos uns de outros e cada um mais esquisito que outro. E a vontade do cigarro a fervilhar em cada passa, que julgava ser fácil de esquecer depois de 4 ou 5 dias sem fumar (otária!). E o estar sozinha que é muito bom mas que nestas alturas doentias não sabe tão bem. E um ou outro cozinhado mais apurado que já não ousávamos fazer desde sei lá quando. Mas também há os dias como os de hoje que se inventa qualquer coisa, porque não há paciência (sei que já me estou a repetir mas é que não há mesmo paciência). E as brincadeiras e histórias não lidas que ficam. E os cortinados que estavam guardados há mais de meio ano que finalmente já estão no sítio, hã?! (um mais comprido que o outro é certo, mas pelo menos já lá estão. E ficaram bem bonitos). E alguma dejá-vu musical. E a ideia de que para a semana já me sinto melhor e terei mais paciência e mais vontade. Assim espero.

6 de março de 2009

* Afinal era a ficha que estava desligada


Depois de dois ou três telefonemas mais um e-mail daqueles que passados 23 segundos já nos estão a ligar cobertos de desculpas e simpatia, descobre-se que *

27 de fevereiro de 2009

E depois do carnaval...

Estou fechada em casa com pneumonia...e sinto-me mal.
Talvez desapareça mais uns diinhas, ou se porventura me sentir melhor começo a desbobinar as maiores palhaçadas e confusões que passam pela cabeça de um eremita à força.
A ver vamos, e as melhoras para mim.

20 de fevereiro de 2009

A Joaninha está feliz

O fim de semana vai ser prolongado. 4 dias sem despertador a tocar, sem vai para a cama que amanhã é dia de escola, sem mochilas e lanches para preparar, sem veste-te que já são 9 horas, levanta-te não sejas preguiçosa, sem jantares feitos a correr, e com muito sol, espero!
Mas há muito trabalhinho manual para fazer pois está aí o Carnaval e a Joaninha vai a rigor. Ideias não faltam, o material também já cá está, vamos a ver é se não estrago tudo.
O quiducho faz 33 aninhos na terça feira e por isso o festejo carnavalesco vai a ser a dobrar.
Como se pode perceber, há muita coisa boa para pensar e tratar e o que eu gostava mesmo de também ter tempo para o fazer (e aqui já falo de tempo meteorológico) é ir pisar a areia da praia e contemplar as ondas, coisa que já não faço há uma boa meia dúzia de meses.

Coisas simples, mas que a mim conseguem originar sorisinhos de orelha a orelha.
Divirtam-se que eu também vou fazer por isso!

19 de fevereiro de 2009

Oh meu querido cão!

Fiquei com um nó na garganta e os olhos inundaram enquanto falávamos da tua caminhada para a velhice, meu amor.
É que nem consigo imaginar o dia em que nos irás deixar.
Ainda falta muito, não falta?
Diz-me que sim...

Mais um caso como tantos outros, Freeport!

Então mas afinal o homem só é testemunha no processo?
Que país de merda este que se aproveita dos floreados para esconder as verdadeiras notícias.
E porque a política, infelizmente, não serve para outra coisa, a não ser para se atacarem constantemente uns aos outros enquanto nós, contribuintes, lhes pagamos os salários.
Trabalhem conjuntamente e pelo bem de todos, seus merdas!
Porque assim, nunca iremos a lugar algum...

16 de fevereiro de 2009


É que por este eu cometia mesmo uma loucura.

Afinal sonho!

Já andava a ficar preocupada e a achar que tinha perdido essa capacidade. Há meses que não me lembro do que sonho.
E a noite do 14 de Fevereiro, por todas as condicionantes inerentes, devolveu-me essa capacidade.
Heia pá, que estou tão contente!
E querem que conte os sonhos, querem?
Só se pedirem muito....
Pronto, está bem, mas não vou narrar os factos, algumas partes não me lembro e outras ficam para mim, é que sou um bocadinho invejosa!
Pois então, sonhei que estava novamente grávida e ainda que dei um beijo fugaz mas maravilhoso ao bonzão do Michael Scofield...e dei por mim a rir, durante o dia de domingo, à medida que me ia lembrando dos pormenores.

13 de fevereiro de 2009

Não te julgo testemunha de acto tão bárbaro!




Tapa os ouvidos e fecha os olhos que logo passa!
E, ou muito me engano ou nunca mais vais comer carne de porco!

E porque hoje é sexta-feira 13

Eu vou:
Entornar sal na mesa
Passar por baixo de uma escada
Partir um espelho
Passar num cruzamento à meia-noite
Esperar que o gato preto se cruze no meu caminho e só depois avançar
Pousar o chapéu em cima da cama
Deixar os sapatos com a sola virada para cima

Mas também vou apertar os botões aquele malvado e dizer-lhe com ar irónico que amanhã não me acorda.
Bom fim de semana a quem gasta o seu precioso tempo a cuscar aqui o meu bloguinho!

Amanhã amigos, jantarada lá em casa!

Amanhã é o dia dos namorados e eu nunca liguei muito, nem ao dia, nem a enfiar-me no maranhal de casalinhos que povoam a cidade.
Claro que uma florsinha qualquer mulher gosta, um miminho especial, mas isso também gosto todos os dias e não especificamente no 14 de Fevereiro.
Mas isto para dizer que hoje à baile dos namorados na escolinha dela.
Pediram para os levar vestidinhos bonitinhos e o mais engraçado é que na sala dela há 3 meninas e 7 rapazes.
Dizia a educadora «nesta sala não é baile dos namorados, é dos amigos...», não vá já predefinir-se à partida a orientação sexual dos míudos.

11 de fevereiro de 2009

Cenas de um escritório

O velho olha e manda limpar, a secretária que está contratada para tudo menos para empregada de limpeza (mas como é boa pessoa, pode-se «calcar», pensam eles). O morcão mais novo olha, observa e ri...e ela continua de Ajax e pano em riste, a limpar a prateleira dos catálogos.

E assim se entretêem e assim passam a tarde, a manhã e alguns diitas mais!

À conversa com a avó paterna

- Pelo que me dizem e pelo que me lembro ela sai exactamente a mim, na maneira de falar, na forma como é resolvida....Só não sai a mim no comer, nem ao pai, nós sempre fomos crianças fáceis para comer, sai ao tio!
- Pois é (risos e concordância na voz)- digo eu!

Porque não vale a pena contrariá-las, nem tão pouco acrescentar algo, concorda-se e pronto, faz-se a felicidade de uma avó.
Mas agora pergunto:
E esta criança de quem falamos, não tem mais família onde ir buscar aquilo que tanto gostam de comparar?
(a bisavó paterna também a acha uma cópia daquilo que já foi em tempos. Só espero que as duas não venham a ter esta conversa porque senão vai dar faísca).
E o lado materno, não tem nada a dizer?

Apetece-me fugir...

Ainda falta muito até sexta-feira?

10 de fevereiro de 2009

Ela está a dar cabo de mim....

Podia ser a minha filhota, a minha mãe, uma amiga, uma gaja qualquer, mas não é, é a p*** da TPM.
Este mês minha amiga (grrr!) chegaste em força, não sei se pela minha condição de fraquinha coitadinha que é como me sinto ultimamente, com tanta gripe, constipação e tosse, se por outra razão qualquer, mas estou que nem um tornado adormecido. Quietinha, quietinha mas só de aparência (que nas últmas semanas, diga-se péssima, pareço um sapo), porque quando acordo, sai de baixo, da frente, dos lados, de trás, senão eu como.
Sinto que basta um olhar para fulminar, uma palavra para ferir e quando isso não chegar, disparato por tudo e por nada e pareço que odeio quem me rodeia.
Brrr, venha a próxima semana, o calor, o verão, senão qualquer dia ainda faço manchete em algum telejornal da TVI

28 de janeiro de 2009

Nada mais a acrescentar.
Porque ela escreve tão bem e de uma forma tão real.
Obrigada cocó. Como sempre escreves de uma forma simples e esclarecedora, aquilo que eu penso.

19 de janeiro de 2009

Onde estava Deus neste segundo?

A discriminação está na cabeça das pessoas


Quando iniciei a minha aprendizagem na vida deparei-me com 4 tipos de côr de pele: preto, branco, amarelo e vermelho.
Não vejo qual a vantagem de chamar «uma pessoa de côr», pois de côr todos somos.
Também não gosto da palavra negro, acho-a depreciativa, lembra-me a escuridão.
Então qual o mal de dizer «aquele é preto» ou «aquele é branco»?
Nunca vi mal nenhum nisso, não sou racista, não distingo ninguém em função da sua raça.
Mas então se somos de côr diferente, qual o mal em assumi-lo?
Racistas são aqueles que se acanham de chamar as coisas pelo nome e arranjam metáforas para as descrever.

Adenda ao post anterior

Ouve-se dizer que o nosso primeiro ministro quer incluir na ordem de trabalhos o casamento civil entre homossexuais e a possibilidade de adopção de crianças por parte dos mesmos.
Não é que seja afinca defensora de qualquer uma das propostas, mas é sempre bom discutir diferentes pontos de vista...e se para eles é assim tão importante casar, não vejo o porquê da proibição.

Somos tão previsíveis!

Não fosse essa característica e eu diria que possuo uma bola de cristal

Não gosto de egoístas

Sei que faz parte do Natural!
Também sei (ou pelo menos penso que sei!)que são os mais felizes, de bem com eles mesmos e com a vida.
Mas não gosto das atitudes... Nem por mais vontade que tenha de as tomar, não consigo.
Será inveja?

E porque há sempre tempo quando nos apetece


«Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...Que já têm a forma do nosso corpo ...E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares ...É o tempo da travessia ...E se não ousarmos fazê-la ...Teremos ficado ... para sempre ...À margem de nós mesmos»

15 de janeiro de 2009

Mãe babada

«A T. é uma criança com muita imaginação e consegue inventar situações e histórias»

13 de janeiro de 2009

Ando muito à frente

Já me começam a dar razão. Senão leiam o que ouvi hoje que saiu da boca de um director, «o meu melhor funcionário entra no emprego pouco depois das 8 da manhã mas às cinco da tarde já lá não está. Os outros trabalham até há meia-noite mas as suas produtividades nem se equiparam».
Nunca entendi nem entenderei (espero!) o porquê de se valorizar o número de horas que passamos nos empregos e não o que desenvolvemos e criamos a bem da manutenção dos mesmos.
Já tive reuniões que duraram 12 horas, com pizzas, coca cola light, muitos cigarros e pregos pelo meio e em que chegava ao final com olheiras, dores de cabeça e vontade de desaparecer para bem longe...pior, com a nítida sensação do «mas afinal o que estivemos nós para aqui a especular?!Palhaços que ao invés de aproveitar o tempo a trabalhar nos juntamos em brainstorming»
Brainstorming, palavra bonita e bastante usada pelos marketeers sem vida própria, invejosos de quem tem que fazer depois das cinco da tarde.
Mas o vosso fim já esteve mais longe.
As luzes começarão a acender-se naqueles que trabalham poucas horas mas trabalham, e eu vou contribuir!

Porque não sou uma gaja antipática

Escapei-me aos votos de santo natal e próspero ano novo.
Retrospectivas e resoluções guardo-as comigo, porque isto de se iniciar um novo ano e ter que pensar, e agora o que vou desejar para o próximo, tem muito que se lhe diga.
Momentos felizes para todos.

9 de dezembro de 2008

HELP

Andará por aí alguém que saiba onde posso adquirir uma boa dose de «aterra e põe os pés no chão», capaz de evidenciar a verdade, mesmo verdade?

O Sol

Finalmente decidiu aparecer...
Mas se havia alguma esperança de que viesse aquecer a minha alma, ela logo se desvaneceu.

5 de dezembro de 2008

Não há quem aguente!

Toca a aproveitar que os papás recebem o subsídio de Natal, para cobrar já o mês de Agosto.
€ 651,00 só para mensalidades, € 40 para bilhetes da festa de Natal (é verdade, paga-se!) e agora ainda me pedem collants e camisola cinzenta para o «número» com educadora e amigos e ainda collants e camisola castanha para o «número» da música.
Sim, porque a criança vai actuar 2 vezes...
E escolhem logo as cores que não temos em stock.

Não sei porque te escondes ou se alguém te pôs de castigo.
Mesmo com nuvens, fazes-me tanta falta, meu querido SOL.
Volta, por favor!

4 de dezembro de 2008

Ainda a propósito do post anterior

Lembrei-me que havia na porta da minha escola primária, uma velhinha, muito velhinha que vendia um chupas e uns rebuçados feitos por ela.
Eram caramelo puro, outros vermelhos que certamente eram comprados, e ainda aqueles cobertos por hóstia fininha que empapava á medida que íamos chupando, até desaparecer e ficar só o caramelo.
Também vendia torrões, chicletes pirata e umas bolitas de açúcar coloridas que provavelmente trazia de Espanha.
Quando estava doente, vinha a irmã, que era mais velhinha ainda e tinha no lugar do nariz um algodão colado, que me fazia imensa impressão e a transfomava nos meus pensamentos numa bruxa de quem eu tinha algum medo - vá-se lá entender as crianças!
Moravam lá no bairro do lado da escola e faziam as guloseimas em casa.
A minha mãezinha quase nunca me deixava comer os ditos. Dizia ela que eram feitos com xixi de gato, que a casa das senhoras era muito porca e os chupas enrolados em cima do xixi dos gatos - vá-se lá entender as mães.
Ás vezes, lá escapava uma moedita e pimba, ia a correr comprar um. Os mais caros, os tais de cobertura de hóstia custavam 2$50 - as coisas de que ainda me lembro.
E nunca me fizeram mal.
Lembro-me tão bem das velhinhas, da sua banca e dos dois sítios onde paravam, ora na esquina da escola, ora em frente junto à paragem do autocarro.
E dos meninos a passar e elas a incentivar: - Não vai um chupa hoje?
E nós a salivar e a abanar com a cabeça que não.
Que saudades desses tempos...

São tão bons...

É que já vou no terceiro e não tenho mais, buááááááááá!
Aquele cola descola nos dentes, o ácido-doce do sumo, a lombinha onde encaixamos a língua, o chupar como se não houvesse amanhã e a pedir baixinho, dura, dura.
Achava que gostava mais dos vermelhos, mas afinal gosto de todos, até vejo estrelinhas se fechar os olhos....
Quando era míuda, só de vez em quando os comia, eram caros e não os havia em todo o lado.
Agora o avô descobriu-os e comprou para a neta. Mas ela não gosta, a mãe agradece. Nem provou, só olhou e disse que não gostava, mas também não vou insistir, como-os eu!
Quero outro rebuçado diamante...

2 de dezembro de 2008

Notícias para quem está longe! *

O cão queimou os tomatinhos!
Com mistura explosiva, detergente industrial e lixívia!
Já lá vão quase 15 dias de curativos e antibióticos, e as melhoras são poucas.
Acorda-me a meio da noite para o levar a fazer xixi e o enrolar na mantinha para aquecer!
Apesar de «enfunilado», come e brinca como sempre, o que me conforta e deixa mais sossegada.
Mas não está a ser fácil, tem sofrido muito!
Aceitam-se biscoitos, pernas de presunto e dentastix para o Natal, ele merece!

* ou perto

Quanto menos trabalho, melhor!

Exceptuando o 25 de Abril, todos os feriados já o são há muitos muitos anos.
Os santos podiam ser renovados ou a igreja decidir «condecorar» mais alguns, que a gente agradecia!
O governo também podia inventar alguma coisa, ou os bancos ou os jornalistas, sei lá!
Queremos feriados fresquinhos, mais, muitos!

24 de novembro de 2008

Telegrama Público

Estou bem. Estamos bem. Falta tempo.
Natal a chegar.
E eu a começar a stressar com prendas, convívios e solidariedades.

11 de novembro de 2008

Elogio, conformismo ou desilusão?!

(...)
- E eu? Eu não te mimo?
- Tu?...Tu, fazes-me lembrar eu quando era jovem e era um lutador. E abres-me os olhos, quando preciso!

10 de novembro de 2008

Rebuçados, chupas, gomas

A míuda é mesmo muito gulosa!
Já por outros motivos tenho aqui falado disso. Mas a coisa tomou tal proporção que mal vê um vizinho a chegar, vai lá toda lampeira e diz «quero ir para tua casa». Claro que mal põe um pé dentro da porta pergunta «tens rebuçados?».
Até já dou por mim a fugir dos vizinhos, pois com alguns não tenho confiança quase nenhuma e ela tem uma lata que tanto insiste que acaba por ir mesmo!

Ontem enquanto brincávamos e porque anda com a mania que o Pai Natal vai chegar e trazer muitos presentes (também não sei quem lhe meteu esta na cabeça, talvez na escola, pois nem eu nem o pai lhe tínhamos falado ainda no Pai Natal), digo-lhe eu «então o que queres que o Pai Natal te traga?». Resposta imediata »chupas, rebuçados, gomas, muitas», com um sorriso nos olhos que só visto. E eu tento acrescentar «Oh filha, não queres que o Pai Natal te traga legos maiores e bonitos?» (era ao que estávamos a brincar e os dela são daqueles muito fáceis de fazer)...«pode ser» e encolhe os ombros com indiferença.

Ás vezes até chego a pensar que é castigo. Foi coisa que sempre me meteu alguma confusão, ver os putos a «enfrascarem-se» de guloseimas, e sai-me uma filha pior que todos os que já tinha visto, até hoje!

(hoje pela manhã, já queria ir a comer um rebuçado para a escola!!! Não deixei porque já sei, se algum dia abro uma excepção a luta vai ser diária)

As vergonhas que passo!

Ontem depois do jantar fomos passear, as duas mais o cão.
Passa por nós um homem com os seus 40 anos e diz ela:
- Olha mãe aquele homem tem pilinha...e dá pus!
Eu a rir-me baixinho e ao mesmo tempo a fazer figas para que ele não desse resposta!
(o aspecto dele não era dos melhores e aqui na minha zona nunca se sabe!)

5 de novembro de 2008

EUA


Ganhou o Obama e eu estou feliz...
Não que me afecte directamente, mas o seu discurso de esperança e confiança convenceu-me de que algo pode ser diferente e melhor com este homem.
Quero acreditar que vai lutar para acabar com as guerras...
Quero acreditar que vai ajudar as minorias...
Quero acreditar que vai ajudar a minorar a fome no Mundo...
Quero acreditar que ele é um Homem bom e que o vai provar.
Espero que tenha tempo para tal e que não apareça nenhum marado fundamentalista e racista com vontade de «lhe tirar a tosse».
Acredito no teu «yes, we can»...por favor não me desiludas!

3 de novembro de 2008

Noite das bruxas ou o cravanço da criançada

«Primeiro estranha-se, depois entranha-se», já dizia o Fernando Pessoa a propósito da coca-cola e normalmente é assim com quase tudo que importamos da terra do tio Sam.
Quem já me conhece sabe que sou uma «nariz de cão» quando me desafiam para algo deste género e que normalmente recuso, mas como agora tenho uma piquena para acompanhar, lá fui e ainda me ri um bom bocado.
A criançada lá do prédio, que são mais que muitos, juntou-se na sexta feira à noite para «cravar», a bem dizer, guloseimas à vizinhança.
Desafiaram-me, ainda gaguejei um pouco mas lá fui mais a piquiaia.
E era ver a expressão da cara dela muito admirada «então estes passam a vida a dizer para não comer rebuçados que faz mal à barriga, que faz mal aos dentes e agora empanturram-me deles?»
Imagino a confusão que se deve ter gerado naquela cabecinha, mas ela aproveitou.
Sem exagero mas também sem números muito certos porque lhes perdi a conta, deve ter comido 10 gomas, 2/3 chupas, 15 rebuçados e duas mãos cheias de pintarolas.
Não a proibi de comer nada porque se fosse para tal nem teríamos ido.
E eu só dizia «com tantos, concerteza vai apanhar tamanha enjoadela que nunca mais come nada disto».
E na manhã seguinte mal acordou, «oh mãe, onde está o meu saco das bruxas?»
Esperança do dia anterior, desvaneceu-se logo pela manhã!

Explicação


Estou em falta convosco, escassos mas bons leitores!
Andaram por cá umas gastroentrites e fui adiando a escrita.
Quando regressei à vida activa de trabalhadora por conta de outrém tinha um acumulado que não me deu tréguas para sequer dar uma espreitadela naqueles cantinhos que tanto gosto de «espionar» :-).
As noites claro está, serviram para olhar para tudo menos para computadores (em tom de confidência vos digo que se me sento no sofá depois de jantar, bastam 2 minutos para tombar em cima de uma almofada ou enroscadinha no pai lá de casa).
E uma menina muito muito mimada, a exigir atenção a toda a hora, muito colo (que até me passo, uma «quase já matulona» de 3 anos que implora o colinho como se de um bébé se tratasse)e muitas birras.
Pois, porque esteve quase uma semana com as mordomias todas e a mamã para lhas proporcionar, que quando voltou á escola e melhor dizendo dela voltava, tinha o dom de nos pôr os cabelos em pé e com vontade de a esganar.
Passei o fim de semana de molho, está por cá um frio de fazer gelar um ferro em brasa e a minha garganta tem-se ressentido.
Deu para estar com os amigos, preguiçar na cama pela manhã como tanto gostamos de fazer e beber muita «sabada».
Falta muito para as férias de Verão?

17 de outubro de 2008

Nuvem escura

Não sei se será do aproximar do Inverno mas sinto uma nuvem escura bem por cima da minha cabeça.
Ando cansada, triste com o Mundo, ou melhor, com meio Mundo e revoltada com muita coisa.
Não é fácil...
Para piorar, a piquiaia desde que acorda até à porta da escola sempre a bombardear com a frase «não quero ir prá escola» e hoje torna a ficar a um cantinho de beiço traçado, com os olhos cheios de lágrimas como que a implorar «não me deixes aqui».
E como não ando bem, também não consigo reagir bem a este pequenos contratempos e fico com a garganta apertadinha, apertadinha!

16 de outubro de 2008


A vida nem sempre é aquilo que idealizámos.
Eu, não sou de idealizar muito, mas quando as coisas não acontecem de forma que eu goste, sou a primeira a dizer «mas não era nada disto que eu queria». Se repararem no tempo verbal, está escrito queria e no entanto eu não tinha idealizado nada.
Melhor, pensei que não tinha idealizado, porque afinal e apesar de não ter idealizado o que queria que acontecesse, pelo menos sei que não queria que as coisas acontecessem desta forma.
Por mais que não façamos grandes projectos, no fundo, bem lá no fundo, sabemos o que queremos para nós. E para isso, muitas vezes, é preciso aparecer uma contrariedade, algo que nos faça mudar o rumo, para encontarmos a nossa verdadeira vontade.
Não nos damos conta que diariamente com as nossas acções e também omissões contribuimos para o que não queremos e muitas das vezes quando damos conta disso, já é tarde demais.
Ou melhor, tarde demais nunca é.
Mas há quem não tenha sequer este tipo de pensamentos, se resguarde no seu egoísmo e nem se dê conta de que é contribuinte na acção.
E assim, nunca irá conseguir alterar nada porque acha que os outros é que deviam, os outros é que fizeram e por aí adiante.
Sou orgulhosa mas sei dar o braço a torcer, sei pedir desculpa e fazer as pazes rapidamente, quando tenho espaço para isso.
Sou daquelas que até pode ter razão mas vai lá e levanta a bandeira branca. (se calhar depois mando a «espetadela», mas vou)
E fico triste por ver pessoas que eu sei que não queriam nada daquilo para elas, refugiarem-se na solidão das palavras, não correrem atrás nem valorizarem aquilo que querem e continuarem infelizes.
E pior, acabam por arrastar os outros consigo. E toda uma panóplia de situações que se originam porque simplesmente não houve espaço nem vontade para diálogo.
Quando por vezes bastava um abraço, um sorriso nos olhos e um chega-te para cá!

14 de outubro de 2008

Sensations

Há pouco, quando deixei a míuda na escola, tive a nítida sensação de que nem de lá tinha saído.
Estranho, entrar, olhar para a auxiliar e para as educadoras, percorrer a entrada, o sorriso delas era o mesmo, as mesmas posições, as mesmas palavras do final da tarde de ontem. Sei lá se eram as mesmas palavras de ontem, mas a mim soou-me igualsinho.
Tipo dejá-vu, mas eu afinal já fui a casa ou ainda estou no dia de ontem?
Sensação mesmo estranha...
E depois no escritório, o arrastar-me até à minha secretária, o aperto de mão matinal, as pessoas nos mesmos sítios.
Acho que hoje vai ser um daqueles dias em que não deveria sequer ter acordado!

13 de outubro de 2008

Mas que raio!


É que ando á procura de 4 cadeiras para a mesa de jantar desde que nos mudamos e não gosto de nenhuma que vejo.
É que acabo de ver as 350 cadeiras disponíveis no Ikea e nem assim.
É que há uma ou outra que até são girinhas mas os pés são de aço!
É que há outra que até gosto mas é de montar e desmontar, e para isso já temos, ou melhor tivemos porque se partiram!
É que as de plástico partem-se num instante...e sim, eu sei que estas normalmente se usam nas varandas ou nos jardins!
É que as que até gostei mais custavam € 250,00 cada uma!
É que as de madeira que até podiam servir, ao sentar chiavam!
É que, é que...e já lá vão quase 4 anos e nós não temos cadeiras à volta da mesa!

Será que temos gostos muitos refinados ou bolsos pouco recheados?
Eu já nem sei, mas também vou continuar a deixar andar, improvisa-se, trazem-se as da varanda, arranjam-se uns bancos.
Porque até já sinto os olhos trocados de olhar para tanta cadeira. E não gosto de nenhuma!

10 de outubro de 2008

Hoje fiquei assim...

Porquê que «os outros» conseguem alterar o meu estado de espírito?
Hoje estou fula, enervada, irritada. E tudo por causa «dos outros».
Como já dizia o J.P.Sartre, «o inferno são os outros».
Raios partam «os outros»!

Como eu gostava de ser mais egoísta...mas hei-de lá chegar!

8 de outubro de 2008

E agora o Mundial!

Já estou a jogar um pouco por antecipação pois ainda nada está definido.
Mas conhecendo bem a malta portuga como conheço já consigo adivinhar o desfecho.
Porque é muito à frente andar a par dos espanhóis....mas só quando interessa!

E aquelas mudanças necessárias e «muito à frente» mesmo, como a liberdade de casamento entre homosexuais, só para dar um exemplo, essas, já não interessam tanto.

Gastar milhões e depois no fim dizer de sorriso aberto «ai que somos tão hospitaleiros e sabemos receber tão bem», esse é o verdadeiro espírito Tuga!

No creo!

Sabiam que é possível alugar padres na Internet?
Que falam português....
E que existe uma God's yellow Pages?! (páginas amarelas de Deus??!!)

Só mesmo os americanos para inventar uma destas!
www.rentapriest.com

7 de outubro de 2008

A cigarra e a formiga

Basta uma noite de chuva para que de manhã tudo esteja inundado, se toquem as sirenes dos bombeiros e se veja o caos instalado.
Ruas alagadas, cruzamentos cortados...tudo a que já estamos bem habituados!
Pois gostam tanto de contar a história da cigarra e da formiga mas nunca se lembram de a aplicar:
- Porque não limpam os boeiros de Verão para que estas coisas não aconteçam no Inverno?

Nunca vi igual

Eu sei que é minha filha, que a baba escorre quando falo dela e dos seus desenvolvimentos e que por isso sou suspeita quando escrevo o título acima.
Mas a verdade é que nunca vi criança de 2 anos tão aventureira e sem medo da água.
Pois ela dá saltos de chapa, mergulha a ver quanto tempo aguenta debaixo de água, diverte-se a passar por baixo dos separadores de pistas da piscina, de um lado para o outro, não engole água nem lhe entra pelo nariz!

Acredito que hajam muitos assim, mas eu, nunca vi.
Ou melhor, nunca tinha visto!

As «vergonhas» que se me avizinham!

- Oh mãe, olha uma bruxa!
- Onde? ( e eu a pensar que era um desenho ou um boneco)
- Ali!

De dedo espetado para a mãe de um amiguinho da escola! (que por sinal tem cabelo preto e é feiosinha!)

26 de setembro de 2008

Reviravolta tardia?

É que agora dá-lhe para dizer todos os dias que não quer ir à escola!
Inicialmente pensei que fosse «depressão pós-férias» e não liguei muito. Contávamos os dias até ao fim de semana e chamávamos-lhe férias.
Mas esta semana está a ultrapassar o bom senso e, mal acorda a primeira coisa que pergunta é «hoje não vamos para a escola?»
Fomos andando e hoje prega-me a partida de encher os olhos de lágrimas à chegada e não querer entrar!
É que nunca fez isto. Claro que quando entrou com 8 meses o fazia muitas vezes mas desde que saiu dos bébés sempre adorou ir para a escola.
Sei que tem meninos novos na sala e que choram muito...mas será essa uma razão válida para não querer ir?
Ai...coração de mãe sofre!

O que melhor me sabe à sexta-feira....

É olhar para o despertador, apertar-lhe os botões e pensar «amanhã não tocas»

19 de setembro de 2008

Momento da verdade!!!!

Há pessoas que têm o dom de me conseguir enervar. Uma delas é a excitadinha e prepotente Rita Ferro Rodrigues.
Pois anteontem apresentava um especial sobre o novo programa da sua estação de eleição...o Momento da Verdade!
Não vi o programa mas no especial deu para perceber a essência da coisa.
E não é que ela ataca os participantes, dá opinião, reprova as atitudes, fala da família como se os conhecesse de «gingeira», pisca os olhos como tique de «eu é que sou boa e dona da verdade», olha-os com ar de reprovação!
Será que a rapariguinha não tem espelhos ou não faz auto-análise do próprio trabalho?
Quem se julga a menina que é, para julgar tão fria e rapidamente a vida dos outros e aquilo que eles dizem?
Sim, aquilo que dizem, que pode ser verdade ou não, pelo que me apercebi.
E depois entram os amigos e todos têm opinião válida e falam e tiram ilações e fazem comparações com a tipica família portuguesa...valha-nos a paciência!
E eles, são exemplo para alguém?
Pois enquanto derem lixo para consumo, não esperem que as pessoas queiram consumir cultura.

16 de setembro de 2008

Liguem as colunas


Tenho uma ideia há alguns anos, que até já partilhei com alguns, que julgaram talvez que eu sou um bocadinho tolinha, ou então que a desvalorizaram.
Mas eu insisto nela, pois, na minha opinião, a solução para muitos estados depressivos, e não só!
A música que ouvimos á capaz de alterar o nosso estado de espírito, disso acho que ninguém tem dúvidas.
Quem já não esteve triste e mal humorado e conseguiu de repente esboçar um sorriso e mesmo cantarolar alguma música?
Ou então feliz, e entristecer de repente, quando houve alguma música mais melancólica ou que lhe faz lembrar alguma situação mais desagradável?

Vamos falar de alegrias....
Já imaginaram passear nas ruas ao som do Bobby Mcferrin, do Bob Marley, Manu Chao ou mesmo do nosso querido Emanuel?
Era ver a «galera» toda a abanar a carola e a dar pulinhos e abraços uns aos outros.
Aqueles mal encarados, de mal com a vida, concerteza seriam levados pela multidão e transformar-se-iam em alegres transeuntes.
Os velhinhos abanariam as suas bengalas e por momentos esqueceriam as limitações do corpo. Crianças, novos, velhos, todos a cantarolar e em perfeita sintonia.
O passar por alguém e comentar «não gosto nada desta» ou «esta é mesmo boa», ajudariam à comunicação entre pessoas que passam umas pelas outras e nem se vêm.
Porque agora andam todos de ipod nos ouvidos, mas digam lá se não era muito melhor as colunas a tocar para todos.
E a minha ideia é, colocar colunas pela cidade, pelo país, pelo Mundo, capazes de abafar ruídos e dar música aos ouvidinhos.
Pode ser feito de várias formas, inclusivé, para a motivação de todos, teríamos dj's diários ou mesmo horários, e para tal bastava uma inscrição. Nada de falatórios nem apresentações, só música, ao gosto de cada um.
E concerteza, as propostas musicais não iriam agradar a todos mas pelo menos havia variedade, e o mais importante, música no ar.
Acho realmente uma boa ideia e para a qual não deveriam faltar patrocinadores, só era preciso eu ser alguém mais influente para a pôr em prática.
Ou conhecer alguém influente...será que andas por aí?
Caso leias esta minha ideia, podes copiá-la á vontade, não quero direitos de autor, só gostava muito de a «ver e ouvir» em prática.
E consigo imaginar tantos cenários possíveis com boa disposição no ar....

10 de setembro de 2008

E ainda a propósito dos comportamentos

Olho para os pés dela e reparo que as unhas estão cortadas.
Já não lhas cortava concerteza há mais de um mês e estavam já com mau aspecto.
Sempre que tento é um berreiro danado, nem chantagem , nem ameaça, nem promessa, nada funciona!
Nem a dormir consigo porque a malandra sente e foge com os pés.
- Quem te cortou as unhas?
- Foi a C.
- E tu deixaste, não choraste?
- Não!
- Então não deixas a mãe cortar as unhas e deixas a C. porquê?
- Porque sim!
- Mas porque sim não é resposta filha.

E com a maior das latas muda de conversa.
Ainda insisti mas ela já não respondeu mais e desandou.

E hoje diz-me a C. «oh mãe cortei e ela nem resmungou nada, ficou quietinha e deixou cortar»

Quem os vai entender?

Conversas de mães

Ontem na conversa com uma vizinha, mãe da amiguinha M.:
- A sua filha porta-se muito bem, muito sossegada, não faz birras e esteve imenso tempo a conversar comigo - diz ela
- Sério, não me acredito. A sua também é um amor, em minha casa está sempre bem disposta, não exige nada....enquanto que a minha chora por isto ou por aquilo - digo eu.
-O quê? Porta-se bem? Pois comigo, desde que cheguei a casa (meia hora mais ou menos)já chorou e esperneou pelo menos umas 3 vezes!

Quem as vai perceber?
Como é que em casa são umas pestes e em casa dos outros uns anjos?
Por mais que saiba que é sempre assim, não entendo o porquê!
Alguém tem uma explicação científica para isto?

Está a ficar melhor

Parece que uns castigosinhos de vez em quando sempre surtem efeito.
Anda muito melhor, mais bem disposta e muito engraçada.
Andamos maravilhados com a mulhersinha pequena que temos em casa.
Ups, não se deve gabar....isola, isola!

5 de setembro de 2008

As birras

Ontem senti-me a pior pessoa do Mundo, mas talvez como Mãe não tenha estado nada mal.
Fui coerente com a ameaça e levei as coisas até ao fim.
E o que me custou e como fiquei depois?
Realmente difícil difícil é educar e contrariar.
Berrava ela no quarto e chorava eu a compasso na sala.

Esta semana voltamos às rotinas, nós ao trabalho e ela à escola.
E com isto, não sei se derivado ao cansaço se à alteração de hábitos e à separação, as birras têm sido constantes e de nos pôr os cabelos em pé!
E qual psicologia infantil, qual dedicar o meu tempo exclusivamente a ela aquando do regresso a casa, nada tem funcionado.
Sei que nesta idade eles são terríveis, sei que tentam tomar-nos o pulso e sei também que tudo isto faz parte do desenvolvimento, mas se os deixamos seguir este caminho, qualquer dia ela lembra-se e começa a bater-nos e a exigir cada vez mais.
E porque as ameaças têm sido diárias e porque raramente temos pulso para as levar adiante, ontem disse para mim mesma «chega de ameaças, ela tem que perceber que as ameaças se podem tornar verdade», e foi isso mesmo que fiz.
E o principal para ela, julgo eu, nem foi o castigo, mas sim a percepção desta realidade.
Berrou, berrou, mas lá acabou por adormecer e hoje já nem se lembrava de nada. Pelo menos, nem tocou no assunto.
E chego rapidamente à conclusão de que na realidade custa-nos muito mais a nós do que a eles.
Eu pelo menos, não esqueci e acho que tão cedo não irei esquecer, o tanto que me custou ouvi-la chorar daquela forma e implorar que me fosse deitar com ela (como de costume).
Porque a minha vontade era deixar de a ouvir chorar e abraçá-la, dar-lhe muitos beijos, deixá-la pedir desculpa (palavra que já tem na ponta da língua) e dizer que não voltaria a repetir. Mas infelizmente, essa forma mais humana e aceitável não tem funcionado.
Ás vezes é preciso atingir o limite, por mais que nos custe e que pareça ser a decisão mais radical, para que também percebam as diferentes alternativas que têm e que a vida nem sempre se revela igual, dependendo do caminho que tomamos.

No fundo, acho que agi bem, mas a ver vamos se irá surtir algum efeito!

Parabéns aos Noivos


Meus queridos amigos,
Neste dia que, a partir de hoje, passa a ser o «oficial», deixo-vos aqui um grande beijo de parabéns.
Pelo casamento, por aquilo que são e pela forma como sabem tirar proveito da vida.
Um bem haja aos meus compadres e que sejam sempre muito muito felizes.

3 de setembro de 2008

Hipocrisia

A hipocrisia de alguns, por vezes até me causa arrepios!
Mas haverá necessidade de «lamber o cú» (desculpem a má-criação) pela frente e falar mal por trás?
Não será mais fácil ser-se coerente connosco mesmos e lamber quem gostamos e ignorar quem não gostamos tanto?

Eu tento ser assim, mas cada vez e infelizmente me vou dando conta que muito boa gente pensa exactamente ao contrário de mim.

Vou-me contentando com a célebre frase de que «quem diz mal de nós pelas costas respeita-nos a frente» e que se o fazem é por inveja!
Mas que me dá arrepios, dá!

A vida tal qual ela é!

Infelizmente senti há dias a perda de uma pessoa de quem gosto muito e que marcou a minha infância e forma de encarar o outro.
Fez-me pensar novamente na vontade que sinto, por vezes, de voltar a ser criança e não saber o que sei hoje.

Aprendi na escola primária que os seres vivos, nascem, crescem, reproduzem-se e morrem.
E é mesmo assim, exactamente assim (alguns não reproduzem, está bem!).

Encaro muito mal a morte, mas a natureza não perdoa e fez-me relembrar os ensinamentos da primária quando alegre repetia a frase e inocentemente não pensava no sentimento.

Acerca da criminalidade

Já pensei que talvez não fosse preciso escrever sobre isto, mas apetece-me.
Fala-se, e os vampiros demagogos aproveitam para explorar o assunto, que há aumento da criminalidade em Portugal.
Ultimamante e diariamente é ver os jornalistas sedentos a apresentar mais um caso, ou de homícidio ou assalto ou roubo; não estivessemos nós em Agosto e eles sem grandes notícias para dar, já estava eu trancada em casa com o alarme ligado e as janelas e ferrolhos fechados.
Não quero dizer com isto que o que noticiam é mentira, mas dá-me ideia que há aqui um aproveitamento de situação e uma vontade de justificar algo pela classe política.
Vem o presidente e diz: -Mais polícias!
Vem o Governo e põe lá os polícias; parecem cães em matilha, a revistar tudo e todos e a barrar ruas e auto estradas.

E eu pergunto:
- Acham que é com mais polícia que se acaba com a criminalidade?

E as políticas anti-sociais, não serão as principais causadoras do aumento da criminalidade?
Para mim são pelo menos uma das. Isto vai de mal a pior, e cada vez se incentiva mais o desleixo, o roubo, a mentira, como forma de extorquir a sociedade.
Rendimentos mínimos, subsídios de reintegração, subsídios de sei lá o quê mais para quem não quer fazer nada, são, na minha opinião, uma das principais causas do aumento da criminalidade.
Arranje-se emprego a esta gente, limpem-se as matas, alegrem-se os lares, limpem-se as ruas, tanta coisa para fazer, em vez de enfiar o boné e as Nike e andar por aí a empurrar um carrinho de bébé e a viver à custa dos subsídios.

Claro que isto é um exemplo e muito mais há a fazer, mas não é com mais polícia que lá chegamos, disso tenho eu a certeza!

Férias, ricas férias!


E é com muita pena minha que digo, «já acabaram»!
Afinal, nem senti muito o facto de terem sido gozadas em Agosto, só agora aquela nostalgia de «o ano passado por esta altura estava a dar um bom mergulho».

E como já aqui tinha referido, estas foram muito diferentes de todas as outras, em vários aspectos, mas um deles, o alojamento, foi deveras alternativo.
Passo a explicar, aventuramo-nos em campismo.
Foram 4 dias de vida ao ar livre, que a T adorou e nós também (apesar que ao 2º dia fomos a correr comprar uns colchões, e mesmo assim não nos livramos do corpo moído e dorido).
No sitio onde escolhemos acampar estava pouca gente. Por ser onde era, até estávamos mais ou menos a contar com isso mas nunca pensamos que pudesse estar tão calmo e tranquilo.
O tempo ajudou (apesar de noites e manhãzinhas «geladas»), a piscina convidava a uns belos mergulhos e todo o parque rodeado de grande arvoredo (não estivesse ele inserido num parque natural)proporcionaram-nos uns belos dias de descanso e convívio.
E por falar em convívio, não posso deixar de referir o «frisante» e o belo leitãosinho assado que nos fez adiar o passeio uma boa hora e meia para que estes pudessem dançar uma valsa sossegada dentro de nós.
E quem passasse aquela hora na porta do restaurante deve ter pensado em quem seriam aqueles tolinhos que rebolavam no chão e riam alto (aquele frisante fez-nos regressar uns anos atrás e proporcionar grandes risadas às crianças).
No dia seguinte, descobrimos o armazenista e compramos uma caixa! :-)
Descemos para Centro e continuamos mais uma semana de muito rio, piscina, sol e brincadeiras.
Ainda deu para experimentar 4 dias a 4, nós dois com duas filhas, uma de 2 anos e outra de 5: LOUCURA TOTAL!
(eu quero, eu também quero; é meu, não é nada, é meu; queremos gelados, queremos gelados; muitos gritos, mas também muitos amassos, muita amizade e direito a choro aquando do regresso e da separação!)).
Quando chegamos a casa, olhamos um para o outro e confidenciamos:
- Precisamos de férias! :-)

Soube a muito pouco.
Cada vez me convenço mais que férias, para serem sentidas como Férias têm que ter duração de pelo menos 3/4 semanas seguidas, senão fica o sabor de fim de semana prolongado.

14 de agosto de 2008

Here we go!

E lá vamos nós de férias, na melhor época do ano!
Um pouco ainda às apalpadelas, muito diferente do habitual pois a esta altura do campeonato já estaria tudo marcadinho, mas talvez estas se venham a revelar as melhores (olha o meu optimismo! :-)).

Pelo menos vão ser diferentes, e vamos fazer uma coisa que já não fazemos há anos, passá-las com amigos!
Só isso, já me alegra de todo, e se os lugares não corresponderem às expectativas, temos a companhia de uns amigos muito curtidos, e a T, uma amiga para brincar.

No fundo, até me agrada esta ideia do incerto e do diferente.

Pode faltar a iniciativa, mas se me «puxarem» começo a chegar à conclusão que alinho em tudo (quase tudo, está bem! :-))

Tum, tum, tum, tum, tum, here we go!

De rir...

Ontem na cozinha, olhou para um quadro que temos pendurado com várias coisas, entre elas algumas fotografias e diz:
- Ah, olha, a mãmã, a I e a Padrinha!

(esta é para ti madrinha, que sei que nos lês!)

12 de agosto de 2008

Fui enganada por estes senhores!

1970, Agência de Viagens e Turismo Lda.

A minha vontade mesmo, era pintar-lhes a montra da loja com palavras tipo:
-Mentirosos!
-Enganadores!
-Aproveitadores de velhinhos!
-Vampiros!

(era eu ter um namorado mais tresloucado que alinhasse comigo, que a esta hora lá andavam eles de pano e detergente a limpar a montra e a entrada cheiinha de poios do meu zeca!)

Não é que não tivesse sido avisada antes de lá ir, mas fui, enganada!
E quando lá cheguei (de sorriso de orelha a orelha, pronta para levantar o talão, em 2 minutos,como nos haviam dito, e que nos levaria de graça a 3 dias de turismo rural)percebi logo tudo.
Bastou-me olhar para a tua cara Luisinho, a esconderes-te de nós e a seguir noutra direcção, para perceber que estava ali por engano!

Fiquei doida, já nem ouvia o que gajo dizia e já tremia, com vontade de lhe partir a cara.
Calma Joana, que ele está a trabalhar!
Foi o que me segurou. (apesar de educadamente lhe ter dito que tinha coisas bem mais interessantes para fazer e ouvir, ao invés de estar ali a ouvi-lo!)

Ficou incrédulo, nem queria acreditar que não queríamos o tal fim de semana (só lá tínhamos que estar para aí umas 3 horitas a ouvir que a dita agência consegue preços blábláblá, blábláblá), depois ficou branco, e por fim já dizia que a culpa era toda dele que não tinha conseguido fazer um bom trabalho!

Oh amigo mas você não percebe mesmo nada pois não?
Que lavagem cerebral lhe fizeram que você não consegue entender que há pessoas que têm 2 dedinhos de testa e não gostam, nem precisam de passar por isto?

E a velhinha que lá estava de sonda de oxigènio no nariz e que carregava atrás de si uma botija do mesmo, será que estava de bom grado?
Já lá estava quando chegamos e ainda lá ficou.
Houve quem dissesse que lá continuava porque queria, mas eu acho que a senhora estava era com vergonha de dizer que ia embora, e era educada!

Viemos a saber depois, que um casal amigo caiu na mesma esparrela o ano passado!

E que durante os meses de Verão passam por lá cerca de 3000 pessoas, pela mesma razão!(dito pelo vendedor)

Mas será que há pessoas que caem várias vezes nestas situações?
E concerteza compram algo,há totós para tudo!
Pois, não se anda há quase 40 anos a enganar os outros se estes não querem ser enganados!

A mim, não me apanham noutra!



Adenda: sei que não devo dizer«desta água não beberei», mas neste caso vou dizê-lo!Pois basta ligarem a dizer que ganhei algo ou se quero ganhar que nem os vou deixar acabar de falar, a chamada vai cair!

Isto está a ficar bonito

-Oh mãe!
-Diz!
-Eu sou muito malandra!

-Oh mãe!
-Diz filha!
-Não é filha, é ...inha!

-Posso comer um rebuçado, posso?
-Agora não filha, vamos jantar!
-Não é filha, é ...inha!
(e lá vai ela atrás do rebuçado, indiferente à minha resposta)

4 de agosto de 2008

Conversas na rua...

Estava eu hoje de manhã no passeio em frente a casa a despejar um balde de água numa grande larada que o menino cão lá tinha feito (a ver se disfarçava aquilo, que o passeio ficou mesmo intransitável), quando passa um senhor já com os seus 70 e muitos anos, olha para mim com ar de compaixão e diz:
- Somos sempre nós a limpar a porcaria dos outros!
- Pois, foi o meu cão - digo eu com ar meio envergonhado.
- Ah, foi? Então é bem feita.

Para mais tarde recordar


Este fim de semana foi em grande.
Depois de uma visita ao pediatra no sábado de manhã, de onde saímos «babadíssimos», rumamos aos arcos, onde já nos esperavam os amigos.
Surpresa total para a T quando chegámos, pois além da M (amiga do peito, peitinho mesmo!)estavam os gémeos (míudos atinados, que merecem um post próprio mais à frente).

Eu, como adoro a vida ao ar livre, senti-me parte da natureza e acho que consegui relaxar um bocadinho. (apesar de alguns contratempos relacionais mas que não valem a pena mencionar pois prometi a mim mesma que só escreverei coisas boas. Ando a fazer um esforço a ver se nem sequer penso nelas. Tema musical a adoptar «tou nem aí» e «don´t worry be happy».)
O rio estava bom (apesar dos françogueses também lá estarem!)e aquela água purificante fez-me bem.
Não me canso de dizer que um mergulho no rio purifica o corpo e a alma.
O corpo reage,treme, como que a expulsar as sombras e pesos que nos retraem.

Tanto mais aconteceu, mas não vou tornar isto numa enumeração de eventos.

Fica a lembrança de que, as crianças são mesmo o melhor do Mundo, basta libertá-las na natureza que sabem ser felizes e não complicam nada.

E que bom que é estar com os amigos e esquecer as horas....

A mini festinha

A piquiaia deliciou-se com o gelado em que espetamos a vela.
Cantou os parabéns a vocês (como ela o diz :-)) uma 3 ou 4 vezes, «agora ao pai, agora à mãe,...», comeu as guloseimas que quis, e por isso no dia seguinte de manhã ouvi «dói-me a barriga!», dançou, brincou, pulou, enfim, engrandeceu-nos o fim de tarde!